quarta-feira, 8 de junho de 2011

Estudo analisa impactos do novo Código Florestal

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga hoje (8), às 10h, o Comunicado do Ipea nº 96 - Código Florestal: Implicações do PL 1.876/99 nas Áreas de Reserva Legal. O estudo, que pretende subsidiar as discussões sobre o novo Código Florestal, em tramitação no Senado, será apresentado pela técnica de planejamento e pesquisa do Ipea Ana Paula Moreira da Silva.

O comunicado avalia os possíveis efeitos do código sobre as áreas de reserva legal no Brasil. Os pesquisadores do Ipea procuraram calcular a área de reserva legal que deixará de ser recuperada em caso de aprovação do projeto de lei. A partir desse cálculo, foram estimados os impactos que essa perda representaria para os compromissos brasileiros de redução de emissões de carbono, assumidos internacionalmente.

Da Agência Brasil.

Governo vai pedir ilegalidade da greve e cortar ponto dos policiais civis

Em coletiva concedida à imprensa na tarde de ontem, terça-feira (7), no auditório da Governadoria o procurador geral do estado, Miguel Josino anunciou que o Governo vai ajuizar uma ação pedindo a ilegalidade da greve da Polícia Civil, que já dura mais de 20 dias. O procurador anunciou ainda que o ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento será cortado.

De acordo com Miguel Josino, dois 8 itens da pauta de reivindicações dos policiais, seis foram atendidos. Segundo ele, apenas dois ficaram de fora em virtude do limite prudencial.

Também presente na coletiva, o Secretário de Estado da Administração e dos Recursos Humanos, José Anselmo de Carvalho Júnior, disse que o corte do ponto pode se estender às outras categorias que também estão em greve. “Estamos estudando essa possibilidade, mas diante da situação essa medida é real”, declarou o secretário.

Outra questão levantada sobre a Polícia Civil diz respeito a outra paralisação da categoria no ano de 2007, ocasião em que uma ação da justiça pediu uma multa de R$ 5 mil por dia, caso fosse descumprida a determinação de que os grevistas voltassem ao trabalho.

O valor calculado referente ao dia da determinação até o dia em que o movimento chegou ao fim deverá ser pago pelo Sinpol/RN caso fique comprovado que a multa não foi cobrada.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Descoberta da aids completa 30 anos

Em junho de 1981, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos registrou os primeiros casos de uma enfermidade considerada à época um mistério. Um ano depois, ela recebe o nome provisório de Doença dos 5 H, em razão de casos registrados em homossexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos (usuários de heroína injetável) e prostitutas (hookers em inglês).

No mesmo ano, autoridades sanitárias detectam a possibilidade de transmissão pelo ato sexual, pelo uso de drogas injetáveis e pela exposição a sangue e derivados. No Brasil, o primeiro caso é diagnosticado em São Paulo. A doença recebe o nome definitivo de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida, em espanhol, ou aids, na sigla em inglês).

Em 1984, a equipe do virologista francês Luc Montagnier isola e caracteriza um retrovírus (tipo de vírus mutante que se transforma de acordo com o meio em que vive) como o causador da doença. Especialistas concluem que a aids representa a fase final de uma doença provocada pelo HIV.

Três anos depois, o coquetel de medicamentos AZT é a primeira droga a reduzir a multiplicação do vírus no organismo humano. Ainda em 1987, a Assembleia Mundial de Saúde anuncia a data de 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Os casos registrados no Brasil totalizam 2.775 no período, seguidos por 4.535 em 1988 e por 6.295 no ano seguinte. Em 1990, morre o cantor e compositor Cazuza, vítima da doença. Apenas em 1991 é iniciado o processo de aquisição e distribuição gratuita de antirretrovirais. Dez anos após a descoberta da aids, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já registra 10 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo.

Em 1992, uma pesquisa aponta as doenças sexualmente transmissíveis (DST) como cofatores na transmissão do HIV, podendo aumentar o risco de contágio em até 18 vezes. O Ministério da Saúde inclui os procedimentos para o tratamento da aids na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e, no ano seguinte, o Brasil passa a produzir o AZT.

O sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, morre em 1997, após ser contaminado pela doença por meio de transfusão de sangue. Ao todo, 17 milhões de pessoas já haviam morrido apenas no Continente Africano em razão do HIV – e 8,8% da população adulta na região está contaminada.

No ano seguinte, um relatório realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) afirma que a doença deve matar 70 milhões de pessoas nos próximos 20 anos – a maioria na África – caso nações desenvolvidas não aumentem esforços para conter a aids.

Em 2008, o Brasil conclui o processo de nacionalização de um teste rápido que permite detectar a presença do HIV no organismo em 15 minutos. Este ano, o primeiro antirretroviral produzido por um laboratório público brasileiro – o Tenofovir – entrou no mercado.

Também em 2011, uma pesquisa dos institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos indica que pacientes que aderem a um esquema eficaz de terapia antirretroviral reduzem em até 96% o risco de transmissão do HIV ao parceiro sexual.


Da Agência Brasil.

Energia eólica pode deixar RN sem divisas

O Rio Grande do Norte se vê diante da possibilidade de  dar um salto na arrecadação tributária e no desenvolvimento da economia. O ritmo da mudança, porém, dependerá de ações tomadas nos próximos meses. Até 2013, 61 parques eólicos serão instalados no RN, movimentando mais de R$8 bilhões. A geração de energia eólica, que pode se tornar a maior fonte de arrecadação de ICMS do estado, entretanto, não deixará nenhuma receita em seu território, caso o atual regime de tributação não mude ou não surja nenhuma medida compensatória. Isso porque os impostos cobrados são pagos aos estados que consomem e  não aos que produzem energia. O assunto já foi parar no Congresso Nacional. Mas caso o debate não avance, o estado ficará apenas com os benefícios indiretos da geração de energia.

Risco é apontado por empresários e economistas e alerta para a necessidade de ação rápida do Governo

A questão envolvendo a geração de energia eólica – setor que caminha para crescer mais no RN que em outros estados nos próximos anos - é ainda mais grave que a do petróleo. "A energia eólica não paga royalties e é uma indústria de alta tecnologia, ou seja, emprega poucas pessoas", alerta Bira Rocha, empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern). Segundo ele, o RN não vai consumir nem 5% da energia eólica produzida. Apesar de não impactar na arrecadação de ICMS do estado, o petróleo, ao menos, deixa os royalties, espécie de compensação paga pelas concessionárias que exploram o recurso. No caso da eólica, ainda não existe nenhum tipo de compensação. 

Benito Gama, secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, afirma que a questão preocupa o governo e que o assunto já está sendo discutido no Congresso Nacional. "Por ser uma energia renovável e limpa, os estados que geram energia eólica devem receber algum tipo de compensação". Ele defende que seja tributada pelo menos uma parte na fonte geradora. 

Mas o secretário-ajunto da Tributação do Estado, Manoel Assis, admite que "um estado solitário dificilmente conseguirá isso". Atualmente, não há nenhum projeto sobre este assunto em andamento na Secretaria de Tributação do Estado. Segundo Manoel, "tributar energia eólica na origem não é fácil, porque assim que é produzida ela cai na rede e é vendida no País inteiro". No entanto, ele afirma que é possível, sim, pensar numa medida compensatória, como o 'tributo ecológico', por exemplo. 

O imposto ecológico, ou tributo ecológico, é um mecanismo adotado por diversos países para subsidiar e incentivar as ações de conservação. Pelo menos nove estados brasileiros já implantaram o ICMS Ecológico. Ele garante que estados que desenvolvem ações de conservação ambiental tenham acesso a parte do ICMS gerado por determinada atividade. "Como a energia elétrica é tributada no consumo, infelizmente não temos como cobrar imposto diretamente. Percebo que a única saída é cobrar o tributo ecológico", diz.

Até 2013, a instalação de parques eólicos no Rio Grande do Norte movimentará R$8 bilhões. A expectativa é que o valor suba ainda mais com a aprovação dos novos projetos. A atividade também elevará o PIB do estado. O problema é que depois de instalados, os parques deixam de empregar mão de obra de forma massiva e inutilizam as propriedades. Diante deste cenário, o empresário e ex-presidente da Fiern, propõe duas ações: diminuir a tributação da energia eólica, para estimular seu consumo, e mudar o regime tributário. Para evitar conflito com  estados consumidores, propõe que 1/3 da receita fique no estado. Desta forma, 75% (e não 100%) iria para os estados consumidores.  O consultor-sócio da CASE Consultoria e Serviços, Milton Duarte de Araújo, tem uma proposta diferente. Ele defende que 6% da tarifa fique com os estados produtores e municípios onde os parques seriam instalados. "Vamos ter o maior parque gerador de energia eólica da América Latina e isso pouco beneficiará a arrecadação do estado. Do que adianta ter o título de maior parque da América Latina e não ficar com a receita? Temos que pensar numa forma de ficar com as divisas. Temos que nos movimentar. Não é compensador ter os melhores ventos do mundo e não ficar nada aqui", afirma.

Benefícios indiretos são maiores

Os impactos indiretos da instalação de uma cadeia produtiva, segundo o economista Aldemir Freire, chefe do IBGE no Rio Grande do Norte, são mais expressivos que a receita obtida com a geração de energia eólica. Mudar a legislação e pensar numa medida compensatória, segundo Aldemir, levariam tempo. Seria mais interessante, na avaliação dele, criar uma política de incentivos capaz de atrair fabricantes de peças eólicas. "Ser o maior pólo gerador de energia eólica do País é relevante. No entanto, o estado podia dar um passo a mais, estimulando a criação de uma cadeia produtiva. Mudar a legislação do ICMS é difícil. O ideal é que o estado crie uma  política de atração das indústrias", afirma.

Aldemir relembra que a operação dos parques eólicos requer pouca mão de obra e que depois de instalados, os parques deixam de gerar renda direta para o estado. "Depois de instalados, os parques não aumentam nossa arrecadação nem geram tantos empregos. É preciso agregar valor a cadeia. Não se contentar apenas com a geração de energia". O secretário estadual de Tributação, José Airton, segue a mesma linha. Para ele, "o que a eólica traz de benefício é a geração de emprego com  a instalação dos parques".

O Rio Grande do Norte é o estado que mais concentra parques em construção e em processo de outorga no Brasil. Do total de 35 parques em construção no País, 13 estão no RN. Do total de 114 em outorga, 45 estão no estado. Até 2013, serão investidos mais de R$8 bilhões na instalação dos 61 parques aprovados nos últimos leilões - isso sem considerar os que concorrerão nos leilões de julho. A questão é o que ficará depois que os parques forem instalados, e boa parte da mão de obra empregada for dispensada. Para Bira Rocha, empresário e ex-presidente da Fiern: "a hora de agir é agora, quando os parques ainda não estão produzindo energia. Na medida que começarem a produzir e gerar receita para os estados consumidores, ficará inviável. Para tirar a receita vai ser difícil".

RN deve ganhar mais projetos

O Rio Grande do Norte é o Estado com o maior número de parques eólicos inscritos nos Leilões de Reserva e A3, programados para julho deste ano no Brasil. Do total de 429 projetos inscritos nacionalmente pelo setor para participar da disputa, 116, ou 27%, são previstos para o estado. A oferta de energia do RN chega a 3.012 Megawatts (MW), representando 27,54% do total ofertado por todos os concorrentes. Em segundo lugar, está o Ceará, com 103 projetos e 2.427 MW de energia. 

Os números que confirmam a posição de liderança, divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética, responsável por conduzir os leilões, ainda não são definitivos. Os projetos inscritos ainda passarão pela fase de habilitação, quando é feita a conferência de documentos jurídicos, institucionais e técnicos, como licenças. Só após essa etapa, chega-se ao número definitivo de projetos. 

Nos últimos leilões realizados no país, o estado foi campeão em número de parques e energia contratados. Os leilões serão realizados pelo governo federal com o objetivo de contratar energia elétrica para suprir o crescimento do mercado do Sistema Interligado Nacional no ano de 2014. Também inscreveram projetos eólicos Rio Grande do Sul (92), Bahia (90), Piauí (18), Pernambuco (9) e Rio de Janeiro (1).

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Greve: Policiais Civis não aceitam proposta do governo e greve continua

Depois de mais de duas horas de reunião na Governadoria, ontem, com o secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, Paulo de Tarso Fernandes, os policiais civis decidiram continuar em greve. A paralisação entrou em seu décimo sétimo dia.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Policiais Civis do RN (Sinpol-RN), Paulo de Tarso se manteve irredutível e não quis apresentar nenhum cronograma para a categoria.

O secretário alegou que o governo “se defronta com uma questão de ordem legal, que não pode nem deve ser violada”. A “questão de ordem legal”, segundo Paulo de Tarso, é o fato do estado ainda se encontrar acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que impede o governo de conceder o aumento salarial solicitado pelos policiais.

O secretário afirmou que a nomeação dos concursados “é prioridade para o governo”, mas não se comprometeu com uma data, limitando-se a dizer que a contratação será feita “logo que haja possibilidade legal”. “Quando e como isso pode ser feito é de difícil resposta, apenas quando a lei permitir”, completou.

O Sinpol fará nova assembleia, na sede do sindicato, nesta tarde para programar as próximas mobilizações da categoria.

Após 85 anos de existência, Hospital do Seridó poderá fechar suas portas

A presidente da Fundação Hospitalar Dr. Carlindo Dantas, Sunaze Dantas, que é responsável pela manutenção do Hospital do Seridó, enviou oficio nesta quinta-feira, 2 de junho, à governadora Rosalba Ciarlini, ao secretário Estadual de Saúde, Domício Arruda, ao deputado estadual Vivaldo Costa e ao prefeito de Caicó, Bibi Costa, comunicando a grave situação financeira que se encontra o Hospital que é referência em obstetrícia e pediatria no Seridó.

Após receber o comunicado, Vivaldo pediu o apoio do Governo do Estado, para que o Hospital não feche suas portas.

“Nós estamos na luta para manter aberta as portas do Hospital do Seridó. Seu fechamento poderá transformar a Saúde do Seridó, um caos”, afirmou.

Mensalmente, o Hospital tem uma receita de R$ 135 mil, e uma despesa de R$ 250 mil. Ou seja, o saldo negativo é de R$ 115 mil, por mês.

Histórico

O Hospital do Seridó foi inaugurado em 1926, pelo então governador José Augusto de Medeiros, com a presença do presidente da República, Washington Luíz.

Assessores dos deputados custarão R$ 1,9 milhão/mês

Passa a ser de R$ 25,6 milhões o gasto anual da Assembleia Legislativa com os cargos comissionados dos 24 gabinetes dos deputados estaduais. A lei promulgada esta semana pelo presidente da Casa, Ricardo Motta (PMN), contempla cada gabinete com três novos auxiliares.  As despesas com assessores de cada deputado vai para R$ 82,2 mil mensais. A Assembleia fica com 288 cargos nos 24 gabinetes, que exigem dos cofres públicos um custo mensal de R$ 1,9 milhão. O presidente da Casa dispõe ainda do dobro de auxiliares dos demais colegas. De acordo com informações da própria AL, o aumento mensal nas despesas  com folha de pessoal (incluindo-se ativos, inativos, pensionistas e comissionados) é de R$ 700 mil/mês.

Um deputado estadual conta agora com 12 auxiliares, distribuídos da seguinte forma: agente administrativo parlamentar (salário de R$ 3.656,7); assessor chefe de gabinete (R$ 13.326,16); assessor técnico de gabinete (R$ 8.918,70); assessor especial parlamentar (R$ 8.918,70); assessor técnico parlamentar  (R$ 8.918,70); assessor político (R$ 6.636,16); auxiliar parlamentar (R$ 3.746,03); assistente técnico de comunicação (R$ 6.636,16); secretário de gabinete parlamentar  (R$ 6.923,75); motorista de gabinete parlamentar (salário de R$ 3.656,75); e técnico de processamento de dados parlamentar (R$ 4.304,17). 

As leis promulgadas esta semana contemplam ainda os salários do quadro de servidores efetivos. Com os reajustes, os servidores passam a ter remunerações que variam de R$ 830,00 a 2.128,78 (nível fundamental); 1.790,00 a 4.591,00 (médio); e 2.630,00 a R$ 6.745,43 (superior). Isso referente ao salário base, sem contar as vantagens acumuladas por cada servidor. As despesas resultantes da execução da lei ficarão sob a responsabilidade da própria Assembleia Legislativa.

Ricardo Motta teve que promulgar as leis aprovadas em abril deste ano porque a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) optou por não sancioná-la. O Legislativo estadual não ultrapassou, até agora, os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Estrutura não mudava há 22 anos, diz assessoria 
Quando os projetos para reestruturar os cargos comissionados da Assembleia Legislativa foram votados, em abril, a TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com a assessoria, que prestou as seguintes explicações: “A readequação salarial ocorreu dentro de uma política de valorização do servidor efetivo, bem como da aplicação do Plano de Cargos, Carreira e Salários, cuja previsão legal é de progressão funcional a cada dois anos.

Ainda segundo a justificativa da AL, a estrutura dos gabinetes parlamentares em funcionamento é a mesma desde 1989. “Em 22 anos, as atribuições e atividades desenvolvidas pelo legislativo avançaram. Só para se ter uma ideia da demanda, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte é a que realiza o maior número de audiências públicas no Brasil”, destacou.

A nota afirmou ainda que durante todo o período a única alteração na  estrutura dos gabinetes da Casa se deu com a criação de um cargo de agente administrativo parlamentar. “Em relação à folha de pessoal (ativos, inativos, pensionistas e comissionados, incluindo encargos sociais, décimo terceiro e terço de férias), atualmente de R$ 12,2 milhões por mês, haverá um incremento mensal de R$ 700 mil”.

Governo faz proposta de elevar salários de professores a piso nacional

O Governo do estado divulgou uma nota na tarde desta quinta-feira (2) endereçada ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte/RN) e aos profissionais do Magistério da rede pública de ensino anunciando o aumento do salário do professor compatível com o nível nacional.

O aumento leva em conta julgamento pelo STJ da constitucionalidade da Lei do Piso Salarial. O Governo aguarda respota do sindicato sobre a greve.

Confira nota na íntegra:

NOTA ABERTA AO SINTE E AOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO

DA REDE ESTADUAL DE ENSINO

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por intermédio do Gabinete Civil 
da Governadora, da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SEARH) e da Secretaria de Educação (SEEC) vem reiterar, nesta quinta-feira (02 de junho de 2011), o compromisso com a qualidade da Educação Básica em nosso Estado entendida como direito constitucional e a conseqüente reconstrução da imagem da rede pública de ensino. Para tanto, entende que a valorização do trabalho docente adquire centralidade no conjunto das ações de governo em curso. A construção da profissionalidade docente nos patamares exigidos pela contemporânea sociedade brasileira deve ser enfrentada de forma coletiva, e reconhecemos o diálogo aberto com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Rio Grande do Norte (SINTE/RN) uma condição relevante para a consecução de tal objetivo. 

Sobre o Piso Salarial Nacional

Frente a este cenário e considerando o julgamento pelo STJ da constitucionalidade da Lei do Piso Salarial (Lei 11.738/08), anunciamos que no Rio Grande do Norte o Piso Nacional será cumprido de imediato. A partir do mês de junho, *nenhum profissional do magistério perceberá salário inferior a 890 reais*, para jornada 30 horas semanais, no nível médio. 

Sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Magistério


O Governo entende que o Piso Nacional tem reflexos para o PCCR do Magistério Público Estadual (Lei Complementar No. 322 de 11.01.2006), com efeitos nos vencimentos dos professores. 

Tais efeitos se confrontam com as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, em função do seu expressivo impacto financeiro na folha de pagamento de pessoal. Isto vem gerando impedimentos relativos a aumento salarial não apenas em relação ao quadro do Magistério, mas também em relação ao conjunto das categorias profissionais de servidores públicos do Estado do RN. 

No entanto, considerando a recente e imperativa decisão judicial, assim como a especificidade do financiamento da educação que impõe obrigatoriedade de cumprimento de desembolsos financeiros para fazer cumprir o princípio expresso na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e na Lei do FUNDEB, de valorização do magistério e, também, a decisão de governo da prioridade da educação, o Governo do Estado entende que deve viabilizar os reflexos do Piso no Plano de Cargos, *de forma progressiva e negociada*. 

Isto se concretiza da seguinte forma: 

Parcelamento do impacto do Piso Nacional no atual Plano de Cargos, em quatro vezes, a começar no mês de setembro e concluir no mês de dezembro. 

Neste sentido, há que se editar uma nova Lei Estadual com a nova tabela salarial, sendo os valores da Tabela 1 (Vencimento Atual)* substituídos pelo da Tabela 2 (*Plano Estadual de Acordo com o Piso Nacional):

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Diretoria do Iate Clube e Professor Popôsa promovem 1ª Copa de Futevoley Chico do Iate

1ª Copa Seridó de Futevôlei Chico do Iate

Categoria: masculino aberto
Local: Caicó iate clube
Horário: 8 horas
Taxa de inscrição: 7 quilos de alimentos não perecíveis

Premiação:

Campeão: R$ 300,00 + troféu e medalhas
Vice: R$ 200,00 + troféu e medalhas
Terceiro: R$ 100,00 + troféu e medalhas

Para fazer inscrição ligar para Poposa: 9414-9837 (Tim) ou 9911-6855 (Claro) até quinta feira, dia 02/06. Não será possível fazer inscrição na hora.

Obs: as equipes deverão estar às 08 horas da manha no local da competição, caso contrário não poderão participar.

Do Blog do Niltinho Ferreira.

Plano Brasil sem Miséria vai aumentar em 1,3 milhão número de crianças no Bolsa Família

O Plano Brasil sem Miséria vai modificar alguns pontos do Programa Bolsa Família. Uma das principais alterações é o aumento no limite de filhos (até 15 anos) para o cálculo do benefício. Com a alteração, 1,3 milhão de crianças e adolescentes serão incluídos no Bolsa Família.

De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, as famílias só podiam receber valores correspondentes a, no máximo, três crianças (R$ 32 para cada uma), independentemente do número de filhos. A partir de agora, a quantidade máxima de crianças passará a ser cinco.

Hoje, são 15,7 milhões. Da população extremamente pobre, 40% têm até 14 anos. Além disso, em abril, o governo reajustou em 45% o valor do benefício pago às famílias com crianças nessa faixa etária.

“O Brasil sem Miséria unirá o Brasil que cresce e o Brasil que ainda não pode aproveitar as oportunidades”, disse a ministra.

Da Agência Brasil.